Eu disse que tinha tempo. E
tinha! Que não tinha pressa. E não tinha!
E, na verdade, nas “regras
populares”, feitas de séculos de conhecimento empírico, está estabelecido que é
na Primavera seguinte a ter completado os dois anos que se deve tentar.
Não houve pressas nem pressões.
Um dia, há umas semanas atrás, estava calor, era Domingo, estava com ela, tirei-lhe
a fralda. Porque sim. Porque estava mesmo muito calor e ficava mais fresquinha
assim.
Claro que houve vários descuidos
nesse dia. Comprámos um bacio rosa, escolhido por ela. Comprámos também uma boa
quantidade de cuecas, convencidos de que iam ser necessárias várias por dia.
Nada disso!
Era a altura.
Em conversa com uma pediatra,
ontem, e tendo-me ela perguntado pelo “desfralde”, contei-lhe como se passou.
Sorriu, de orelha a orelha. “Que bom!” – disse – “É isso mesmo! Devia ser
sempre assim. Sem esforço e sem retrocessos. Na altura certa, do modo certo!”.
O tempo dela, o ritmo dela!
Adeus fraldas!